Para Reflexão 2

"Os jovens... e eu me vejo como um... nós precisamos estudar e estudar pesado. Nós não devemos dizer que meus olhos ardem ou que eu não gosto de ler, que eu fico cansado, que não há óculos, que eu tenho muita vigia, que as crianças não me deixam dormir... todas essas coisas que as pessoas levantam. Nós precisamos estudar por todos os meios." 


                                                                                            Ernesto Che Guevara

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA



"A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si."Aristóteles

A educação para a cidadania pretende fazer de cada pessoa um agente de transformação. Isso exige uma reflexão que possibilite compreender as raízes históricas da situação de miséria e exclusão em que vive boa parte da população. A formação política, que tem no universo escolar um espaço privilegiado, deve propor caminhos para mudar as situações de opressão.
Muito embora outros segmentos participem dessa formação, como a família ou os meios de comunicação, não haverá democracia substancial se inexistir essa responsabilidade propiciada, sobretudo, pelo ambiente escolar. A idéia de educação deve estar intimamente ligada às de liberdade, democracia e cidadania. A educação não pode preparar nada para a democracia a não ser que também seja democrática.
A democracia não se refere só à ordem do poder público do Estado, mas devem existir em todas as relações sociais, econômicas, políticas e culturais. Começa na relação interindividual, passa pela família, a escola e culmina no Estado. Uma sociedade democrática é aquela que vai conseguindo democratizar todas as suas instituições e práticas
A adesão aos valores democráticos liberdade, pluralismo, resolução pacífica dos conflitos, eleições etc., e a participação política estão diretamente relacionados ao nível de escolaridade. O que afasta a maioria dos indivíduos da participação política são os valores neoliberais.
Nesta reinante concepção econômica e social o indivíduo tem valor de acordo com a sua capacidade de consumo. Somos tratados como consumidores e não como cidadãos. Ser cidadão significa lutar por seus direitos em todos os espaços. Assumir o valor da cidadania significa reafirmar o valor da solidariedade contra o individualismo, da cooperação contra o valor da competição.

Educar para a cidadania é adotar uma postura, é fazer escolhas. É despertar para as consciências dos direitos e deveres, é lutar pela justiça e não servir a interesses seculares. É uma urgência que grita e que deveria ecoar nos corações humanos e não nos alarmes das propriedades que tentam proteger a vergonha do que a civilização humana construiu. Para alcançarmos isso, não podemos ficar somente no ensinar para a cidadania. É preciso construir o espaço de se educar na cidadania. E nesse sentido, não é somente a preposição que muda. Muda a postura do professor que de cidadão que somente exige seus direitos passa a lembrar também dos seus deveres.
"É preciso plantar a semente da educação para colher os frutos da cidadania". Paulo Freire

O voto certo.Eleições 2010

 As eleições se aproximam, e é chegada a hora de decidir .
 Sua atitude poderá levá-lo ao êxito ou ao caos, a médio prazo, ou a longo prazo, com as futuras eleições, tanto para cargos majoritários e proporcionais ou até mesmo, apoiando propostas contra os trabalhadores.
 Sua posição poderá fazer a diferença nestas eleições. Pense ! Atente-se para os parecidíssimos discursos que ora são apresentados pelos inúmeros candidatos. Muitos deles, são impregnados de populismo, beirando a hipocrisia e a demagogia, armas estas, sempre bem utilizadas pelos oportunistas para enganar os eleitores menos atentos ou despolitizados.
Consciência, é votar e trabalhar politicamente para eleger candidatos e candidatas que deram provas concretas ao longo destes anos, que são fiéis aos princípios democráticos e aos clamores dos despossuídos. Há dois critérios para avaliar quais os candidatos (as) merecem nosso voto consciente: um critério geral – ideológico; e um critério específico – político.
Esses partidos que sempre serviram aos ricos e não ao povão, eles devem ser descartados, esse é um critério ideológico. Nosso voto deve ser norteado à aqueles (as) candidatos (as) que abertamente já provaram que não fogem da luta dos movimentos sociais e políticos reivindicatórios de inclusão de massa, e este é o critério político.Assim, esperamos que com cautela você faça a melhor opção pois, em suas mãos e na sua consciência está lançado o seu futuro e de sua família. Avalie!

Para Reflexão...

"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver."

Martin Luther King

Conhecendo um pouco sobre Linguagem Brasileiras de Sinais

Olá Pessoal ta ai alguns links pra vcs conhecerem  um pouco sobre lingua brasileira de sinais-LIBRAS
muito legal.


http://www.acessobrasil.org.br/

www.ines.gov.br/libras

http://www.feneis.org.br/

http://www.surdosonline.com.br/


video

A Língua Brasileira de Sinais foi desenvolvida a partir da língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua.
A LIBRAS possui estrutura gramatical própria. Os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço.
Segundo a legislação vigente, Libras constitui um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas com deficiência auditiva do Brasil, na qual há uma forma de comunicação e expressão, de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria.
Decretada e sancionada em 24 de abril de 2002, a Lei N° 10.436, no seu artigo 4º, dispõe o seguinte:
"O sistema educacional federal e sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente".

Falando um pouco sobre cultura afro: O CABELO

África na cabeça
Visual étnico: tranças, cortes e penteados afro para quem tem orgulho da raça





A história de um povo pode ser contada pelos costumes, nos livros e até por meio da moda. Os cabelos, seus cortes e penteados também são registros importantes no quebra-cabeça que narra a trajetória da civilização.
A África, mais que qualquer outro continente, influencia e inspira o mundo com sua diversidade cultural. Além dos ritmos, das cores, da culinária e da herança genética, a cultura negra é referenciada na arte que nasce de tranças e penteados afro.
Nos anos 70, o black power surgiu como moda e conquistou cabeças de todas as cores. No Brasil, artistas ajudaram a difundir o estilo. Toni Tornado, Tim Maia, Zezé Mota e Caetano Veloso foram alguns.
Mas os cabelos afro não se resumem a um só estilo. Tranças, apliques, tiaras e dreads estão com tudo e não apenas na comunidade negra. “Os penteados afro estão na moda”, observa a trançadeira Renata Nogueira. Autodidata, Renata aprendeu a arte de trançar cabelos há 13 anos. “Agora todo mundo acha bonito”.
Pelas mãos da trançadeira já passaram artistas, celebridades e jogadores de futebol. “Hoje em dia, tenho mais clientes brancos que negros”, calcula. Se muitos brancos estão bebendo da fonte da beleza afro, os negros aproveitam para desfilar pelas ruas um dos símbolos da sua etnia. “Quando assumo meu cabelo afro e minha negritude, fortaleço a minha raça”, diz Renata.
A moda e principalmente o clima tropical do Brasil transformaram as tranças e os penteados afro em uma espécie de onda contra o cabelo liso e escorrido, até então queridinho das cabeças femininas. “Tem dia que faço 20 tranças. A procura pelo visual afro tem crescido e muito”, diz a trançadeira Vilma de Oliveira.
Com 14 anos de experiência no cuidado de cabelos crespos, Vilma diz que a sociedade está se abrindo para as etnias. Para ela, o visual que antes afastava chances de emprego e até de namoro, agora já faz parte do cotidiano. “Virou coisa comum. Há loiras que fazem tranças afro”, destaca.
Um abuso de bacana
A estudante Thayane Silveira não abre mão das tranças desde a infância. “Não gostava quando as crianças riam de mim na escola, mas sempre usei”, diz. Solta, de raiz ou com fios sintéticos, Thayane usa e abusa dos variados estilos e só solta os cabelos quando é preciso hidratá-los. “Normalmente é uma semana. Tiro a trança, hidrato e já coloco outra”, conta.

A balconista Sidinéia Estevam gosta mesmo é de brincar com os cabelos. Lisos, trançados, encaracolados ou com apliques, ela usa todos os tipos. Entre os diversos estilos de penteados que os cabelos crespos permitem, Sidinéia elegeu a trança com aplique como preferida. “Acho que fica mais bonita e é muito mais prática”, opina.


A gerente de atendimento Juliana Teles exibe a trança em formato de tiara. Para ela, a cultura afro está tão na moda que os homens, até então tímidos, estão assumindo as cabeleiras trabalhadas pelas mãos das trançadeiras. “Meu namorado usa e eu acho lindo”, conta. A tendência é confirmada por Vilma, que viu a quantidade de homens dobrar e ultrapassar as mulheres. “Hoje, os homens representam mais de 60% dos clientes”, comemora a trançadeira.


Marca registrada


As tranças grossas viraram marca registrada da cantora Paula Lima. “Vi o visual em um filme e resolvi adotar. Adorei e não uso outra coisa”, diz. Paula já usou cabelos lisos, escovados e encaracolados, mas a praticidade e o look que as tranças deram ao seu rosto, conquistaram de vez a cantora. “Antes, eu tinha que dormir com o cabelo enrolado, acordar uma hora antes para cuidar dele. Hoje, já levanto pronta”, comemora.
Paula orgulha-se de ter criado um estilo próprio. “Ninguém usava tranças grossas. Muitas pessoas, até estrangeiros me perguntam de onde é a trança. Fui eu quem criou”, diz. Além das tranças, a cantora é quem orienta sua cabeleireira sobre os penteados que vai usar. “Vou inventando e pedindo para ela fazer”, diz. O estilo de Paula ficou tão marcado que acabou virando nome nos salões brasileiros. “As pessoas pedem o cabelo da Paula Lima. O cabeleireiro já sabe que é para fazer trança grossa”.


Sem preconceito: mercado é um grande aliado contra a discriminação de raças


Um continente na passarela


Se até pouco tempo as loiras e brancas reinavam absolutas nas passarelas, hoje o mercado descobre que a diversidade étnica é importante para a construção da imagem da moda brasileira.
“As negras estão trabalhando tanto quanto as brancas”, observa a agente de moda Cris Fernandes. Enquanto elas superam obstáculos, os homens ainda brigam para conseguir espaço no universo fashion.
A modelo Fabíola Mariano comemora a agenda lotada de compromissos profissionais. Mas no início da carreira, há cinco anos, não foi bem assim. “Para mim não bastava ser a única modelo negra, eu tinha que ser a melhor”, lembra. Mais experiente e confiante, a modelo conta que é preciso ter personalidade para superar preconceitos.
A atitude de Fabíola também está na cabeça e nos balangandãs que usa dentro e fora dos desfiles. “Faço tranças e adoro apliques. Brincos, eu prefiro os grandes”, brinca. Quando não está trançada, a cabeleira da modelo fica solta e bem armada. “É importante assumir a sua cor e não se transformar para parecer outra”, opina. A atitude é encorajada por Cris. “A beleza natural está em alta”, avalia.


Prata da casa


Na comunidade negra de Campinas é difícil encontrar alguém que não conheça a cabeleireira Fátima Balbino. Há 20 anos cuidando de cabelos afro, Fátima é uma das raras profissionais a dominar técnicas, como o dread costurado. “Em Campinas só eu faço”, diz. Há 14 anos, a cabeleireira abriu um salão no centro de Campinas, onde produz os mais diversos de tipos de tratamentos, penteados e cortes.
“A indústria de cosméticos descobriu os cabelos afro e começou a investir. Hoje em dia, temos diversos produtos”, observa. Para a cabeleireira, o interesse do mercado é um aliado contra o preconceito que, segundo ela, ainda existe, mas a conquista é feita de cabeça erguida e com um penteado cuidadosamente esculpido na cabeça.


Quanto custa


Para fazer a cabeça, bastam um profissional que entenda do riscado e alguns reais na carteira


1 - Trançar o cabelo é barato, porém os ornamentos encarecem o procedimento. Tudo depende da complexidade da trança, do tamanho do cabelo, da quantidade e qualidade dos fios sintéticos que serão aplicados.


2 - A trança mais simples, chamada de tiara, custa em média R$ 20,00.


3 - A trança de raiz, que não usa apliques de fios sintéticos e são mais usadas pelos homens, fica em torno de R$ 40,00.


4 - Os dreadlocks, tranças usadas pelos rastafaris e marca do cantor Bob Marley, são as mais caras e trabalhosas. A opção mais simples não sai por menos de R$ 100,00. As mais elaboradas chegam a
R$ 350,00.


5 - Em comparação com métodos para alisamento, trançar cabelos sai muito mais em conta. O custo de uma escova definitiva chega a R$ 1 mil.


Os modelos que levam o canecalon custam a partir de R$ 70,00. Se o cliente preferir um fio sintético de qualidade superior e de comprimento maior, o preço pode chegar a R$ 150,00.


Nossas fontes



Fátima Cabeleireiras Afro, f. 3237-2304



Maanaim Cabelereiros, f. 32261718



Cia de Produção/Cris Fernandes, f. 3253-1672



Vania’s Cabeleireira, f. 3809-3330



Paula Lima, www.paulalima.com.br

Inclusão social

A escola que ensina a todos

Flexibilizar o espaço, o tempo, os recursos e o conteúdo é o caminho para a aprendizagem

Ao longo da história da Educação, as escolas trataram as crianças com deficiência como incapazes, necessitando de tratamento médico, não de ensino. Essa perspectiva começou a mudar a partir de 1948, com a Declaração Universal de Direitos Humanos, que garantiu o direito de todos à Educação. Demorou algumas décadas para, a partir dos anos 1990, a visão assistencialista ser deixada de lado e dar lugar ao conceito de inclusão, que ganhou um papel central em documentos internacionais, como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994).
Por muito tempo, vigoravam no Brasil políticas que segregavam os que tinham necessidades especiais ou condicionavam a participação deles em classes convencionais à capacidade de "acompanhar os alunos ditos normais", como cita a Política Nacional de Educação Especial de 1994. A ideia de que a escola precisava se adaptar às necessidades das crianças ficou clara somente com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, de 2008, que define: todas as crianças e jovens com necessidades especiais devem estudar na escola regular.
Contudo, para que o aluno aprenda, não basta que ele esteja matriculado. É primordial que a escola, as salas de aula e os profissionais que ali trabalham sejam preparados para que o ensino aconteça. "Quando a perspectiva ainda era a da segregação, o foco estava nas dificuldades das crianças. Os professores queriam checar o que elas não sabiam. Hoje se sabe que o primeiro passo é descobrir o que cada um conhece para criar situações de aprendizagem em que todos podem contribuir",