Software Livre. O que é isto?



                                       
Antes de qualquer coisa, vamos a uma breve definição do que é o software livre, é o software que respeita a liberdade dos usuários de computador (particulares, bem como organizações e empresas), colocando os usuários em primeiro lugar e conceder-lhes a liberdade de controle na execução e adaptação a sua computação e processamento de dados às suas necessidades, permitindo-lhes a liberdade social, para ser capaz de cooperar ativamente com todos os usuários e desenvolvedores de sua escolha.
A partir de uma aula sobre o referente tema percebi o quanto as pessoas , e eu me incluo, são manipuladas na rede, pois bem, ao navegar na internet, ou utilizar outros recursos da rede nos sentimos livre para muitas atividades, eu me sentia assim, até descobrir que esta liberdade é limitada, muitas vezes pagando por um programa ou serviço que nem de longe deveria ser cobrado, quer um exemplo?! Os pacotes de programas e serviços vendidos pela Microsoft, pior ainda eu compro algo que nunca vai ser meu, ou seja, não posso alterar, copiar, vender, etc. Ao contrário do que acontece com o Sistema operacional Gnu Linux, que permite que seus usuários adquiram pacotes e serviços, e tenham realmente a liberdade de usar como quiser, tais como: A liberdade de executar o programa, a liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às suas necessidades, para isto, o acesso ao código-fonte é um pré-requisito, a liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar outras pessoas que precisarem, a  liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros, assim, dando a chance a outras pessoas de aproveitar o mesmo benefício, e o melhor, sem custos financeiros desnecessários.

                                Agora começa a guerra
A FSF é uma organização fundada em 1985 por Richard Stallman, considerado o pai do Software Livre. Stallman sempre foi contra softwares proprietários, ou seja, programas que não permitem aos usuários alterar seu código-fonte para modificar programa, não importando se ele for gratuito ou pago. Também é de criação de Stallman o projeto GNU, que junto do kernel desenvolvido por Linus Torvalds formaria mais tarde o sistema operacional Linux. Bem temos aqui alguns exemplos de aplicativos com códigos livres, são gratuitos, todavia não significa que não sejam poderosos. Criados por programadores dispostos a trazer melhorias para o mundo, muitos desses programas são superiores ao seus equivalentes pagos. Existem muitos idealistas por aí, compartilhando gratuitamente seu trabalho com o mundo, e pedindo auxílio de quem estiver disposto a ajudar. É isso que sustenta o movimento do código livre. As pessoas criam softwares e permitem que outras os usem ou os modifiquem de graça. Veja:
  • Gimpshop  -  programa similar ao Photoshop que possui muito mais recursos do que você provavelmente irá precisar.
·         Inkscape  - permite a criação de ilustrações e gráficos, parecido com o Freehand ou o Illustrator
  • Audacity  - versão atualizada de um famoso editor de arquivos de áudio
  • Media Player Classic  - O tocador que não é tão pesado quanto o Windows Média Player
·         Hand brake  - conversor que permite criar arquivos MPEG-4 a partir de qualquer DVD ou outra fonte compatível com o padrão DVD.
E ainda tem muito mais, pena que a Microsoft ainda tem muito espaço no mercado, e por conta disso continua com seu abusos, olha o que eu encontrei na site http://www.baboo.com.br :

A Comissão Européia decidiu em 2004 que a Microsoft abusou ilegalmente de seu domínio no mercado de servidores,aplicando uma multa recorde e exigindo mudanças. “A Microsoft está sempre ganhando mercado, e isto me preocupa”, segundo Kroes, se referindo os serviços usados pelo Windows para impressão, compartilhamento de arquivos e entrada de usuários.
A partir disto sei de uma coisa, a guerra está declarada em minha casa, pois estou decidida a mudar de sistema operacional e sei que isso não vai agradar vai todos, mas o homem tem uma facilidade incrível para novas adaptações, então porque não começar a se adaptar com a liberdade!?

A educação inclusiva hoje e as novas tecnologias

Inclusão social, hoje em dia este assunto vem sendo bastante discutido, afinal, todo cidadão tem direito ao trabalho, a educação, a ter participação na politica, a ter uma vida social e cultural, e a lei ampara cidadãos portadores de necessidades especiais quanto a seus direitos. A ONU (Organizações das nações Unidas) ao perceber que pessoas portadoras de necessidades especiais eram excluídas da sociedade, promulgou em 1981 o chamado AIPPD (Ano Internacional de Pessoas Portadoras de Deficiência), A partir de então ruas, repartições públicas, escolas, centro sociais, culturais e religiosos começaram a ter rampas de acesso, telefones públicos com altura apropriada, e ônibus especiais com elevadores e espaços reservados. De fato estas iniciativas beneficiaram a muitos, mas ainda estamos num processo de caminhada rumo à inclusão total, pois nossa sociedade, ainda tem muito que melhorar, podemos começar pelo poder público que compreende uma esfera política (nível federal, estadual, municipal) e temática (política econômica, social, saúde, educação, assistência social etc.). As políticas públicas visam responder as demandas, principalmente dos setores marginalizados da sociedade, considerados como vulneráveis, essas demandas são interpretadas por aqueles que ocupam o poder, mas influenciadas por uma agenda que se cria na sociedade civil através da pressão e mobilização social.
Neste artigo vamos levantar questões a respeito de um assunto que ainda gera discussão e polêmica, principalmente nos meios educacionais. A educação inclusiva sem dúvidas é o elemento mais importante do movimento da inclusão, verdadeiramente o individuo que tem acesso a educação, consegue contribuir positivamente para evolução social em todos os seus aspectos. Em se tratando da escola inclusiva, claro que hoje em dia a escola que é acessível é considerada vanguarda no processo educacional, se coloca a frente em relação às demais, seu objetivo é trabalhar em prol da integração do aluno especial com os colegas, funcionários e gestores, fazendo o papel de facilitadora para que este mesmo aluno interaja com a sociedade.
Olhando por este ângulo, a ideia parece ótima, mas para ocupar este status, muitas escolas estão apenas cumprindo leis, podemos citar o seguinte exemplo: A Constituição Federal diz no artigo 206 que o ensino será ministrado com base no principio da igualdade de condições de ensino para acesso a permanência na escola. E de fato em algumas escolas encontramos cadeirantes em escolas com rampas de acesso e elevadores, interpretes de Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) onde há alunos surdos, e etc. Mas a questão é que cumprir simplesmente a lei, não integra, não sociabiliza o indivíduo, a não ser um conjunto de iniciativas, tais como compreender a necessidade do aluno individualmente, ou será que a mesma lei que permite que um Autista frequente uma escola regular, beneficia da mesma forma um cego, um surdo, ou uma pessoa com síndrome de down? Muitas famílias hoje em dia estão colocando seus filhos para estudar em escolas regulares, lógico que visando o bem estar da criança, do jovem, não importa a faixa etária, o que importa é que escolas públicas vem aceitando pessoas com necessidades especiais, mas esta mesma família não tem condições de oferecer acompanhamento psicopedagógico quando a criança precisa, e a saúde pública ainda não oferece este serviço em grande demanda, o que torna o serviço precário, deficientes físicos algumas vezes necessitam de uma estrutura especial dentro da escola, pois alguns deficientes físicos precisam de auxilio para se alimentar e para executar tarefas fisiológicas, e na maioria das escolas não tem profissionais especializados para tais procedimentos, então a família se encarrega de permanecer na escola a disposição. Isso quando não gera constrangimento para o aluno, em algumas vezes causa desconforto para os pais ou responsáveis, esta conclusão vem a partir de um desabafo de jovem de 19 anos que estuda em escola publica regular, J.H.M, ele é cadeirante e necessita de uma pessoa que faça um procedimento necessário a cada duas horas para retirada de fezes e urina. Como as escolas ainda não disponibilizam centros de enfermagem adequados e que ofereça este serviço, para que J.H.M estude, a mãe dele precisa ficar a disposição dele nos horários em que ele frequenta a escola, e ele diz que durante muitas vezes tanto ele quanto a mãe desanimaram, ele já abandonou a escola varias vezes, além de cama especial que a mãe dele teve que comprar para deixar na escola, para ser utilizada durante o procedimento, em uma das escolas que ele estudou, não havia banheiro especial, o banheiro comum ficava fechado durante aproximadamente 30 minutos enquanto realizava o procedimento, alguns alunos ficavam irritados, proferindo palavras e atitudes que  causavam desconforto a mãe e ao filho.
E não para por ai, as escolas ainda tem muito que se preparar para receber alunos especiais, já que inclusão trata-se dos direitos iguais e acessibilidade, as escolas, sejam ela publicas ou particulares, devem fazer todas as mudanças necessárias para oferecer uma educação de qualidade para todos os alunos. Em virtude disto a comunidade surda tem se mobilizado para que as escolas ofereçam o ensino bilíngue, a comunidade luta para que em primeiro lugar a escola inclusiva priorize o ensino da língua de sinais brasileira, para que esta sirva de apoio para outras disciplinas, como determina a lei 5016, instituída no dia 11 de janeiro de 2013, que determina a criação de escolas públicas bilíngues em tempo integral para deficientes auditivos, surdos e filhos de surdos no Distrito Federal. Tais instituições devem ensinar a Língua Brasileira de Sinais como primeira língua e a língua portuguesa escrita como segunda. Surdos de todo Brasil organizam grupos de enfrentamento a inclusão educacional não organizada. Mesmo com interpretes em sala de aula, crianças surdas ainda enfrentam muitos desafios em sala de aula, não conseguem interagir com a turma, nem com o professor que não conhece a LBRAS, o material didático que ainda e direcionado para uma cultura ouvinte, e este tipo de inclusão, em longo prazo traz consequências, como por exemplo, baixo desempenho em provas de vestibular e concursos públicos.
O problema em questão não é a lei da educação inclusiva, ou o ato de incluir, o problema é que a lei tem que ser cumprida, preparando não só a estrutura física do espaço escolar, mas também preparando os profissionais que fazem parte do ambiente escolar. Seria um grande avanço se professores e alunos deficientes visuais ou não aprendessem a ler e escrever no sistema braille, se todos os que compõem o ambiente escolar conseguissem se comunicar com o aluno surdo, ou até mesmo serem preparados para receber um aluno autista, ou com déficit de aprendizado.
O ambiente em sala de aula deve ser um ambiente confortável e prazeroso para que o aluno possa estar na sala de aula, não apenas para cumprir certas normas, e sim para que ele possa ter a mesma oportunidade que qualquer outro aluno, e para que isso ocorra de maneira eficiente, a família, a escola (o professor mediador) ocupa um papel fundamental.

“O professor tem um papel essencial como mediador dos processos de ensino-aprendizagem. Na escola inclusiva, é ele que recebe o aluno com necessidades especiais na sala de aula. Sua atitude perante a deficiência é determinante para orientar como esse aluno, com as suas diferenças, vai ser visto pelos colegas. O professor também organiza o trabalho pedagógico e pensa estratégias para garantir que todos tenham possibilidade de participar e aprender. No entanto, ele não é o único responsável pela educação do aluno com necessidades especiais. A escola também responde pela inclusão, e cabe ao professor promover uma mediação entre família e escola, solicitando suporte e acompanhamento da escola durante o ano letivo. Assim, vemos que a mediação se dá em vários níveis: no trabalho pedagógico, nas relações na sala de aula, na escola e também nas relações com a família e a comunidade”. (Reily, Lucia Helena, Armazém de imagens, Papirus, 2001).

Assegurar uma educação digna ao portador de necessidades especiais, é permitir que este cidadão seja respeitado, é viabilizar o preparo para uma profissão digna, para que este possa ocupar espaços na sociedade que durante muitos anos lhes foram negados. Procurar saber o que este indivíduo quer e precisa para se sentir incluso em sala de aula. Lembrando também que inclusão e acessibilidade são a garantia de que as diferenças se fazem iguais quando essas pessoas são colocadas em um grupo que as aceite, como pessoas portadoras de valores morais e de respeito ao próximo, e assim possam gozar dos mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.

A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA.
A partir da leitura anterior sobre educação inclusiva, vemos que ainda faltam alguns detalhes a serem postos em prática para assegurar ao aluno especial uma educação completa e de qualidade, então vamos analisar agora como as TIC funcionam neste processo de inclusão, estas sem dúvidas é de fundamental importância para a consolidação da educação inclusiva, até mesmo pela sua inesgotável fonte de possibilidades para o desenvolvimento de recursos que facilitem o aprendizado do aluno especial.
Educação Especial deve ser ofertada em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que disponibiliza recursos, serviços e estratégias pedagógicas diferenciadas para os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (TGD) ou altas habilidades/superdotação, bem como garantir as condições de acesso, permanência e, principalmente, de aprendizagem desses alunos nas salas regulares de ensino, junto com os colegas da mesma faixa etária, o AEE “[...] tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos,considerando suas necessidades específicas ( BRASIL,2008a). A partir disto podemos citar a Tecnologia Assistiva que vem pesquisando e desenvolvendo equipamentos que favorecem o aumento, manutenção e a melhora das habilidades funcionais da pessoa com necessidades especias.
Dentre os recursos de tecnologia assistiva disponibilizados pelo Ministério da Educação nas salas de recursos multifuncionais figuram materiais didáticos e paradidáticos em braile, áudio e Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, laptops com sintetizador de voz, softwares para comunicação alternativa, entre outros que promovem o acesso ao currículo.
Carvalho (2001, p. 67) diz que [...] a informática e as demais tecnologias de informação e comunicação não representam um fim em si mesmas. as respostas educativas da escola e contribuir, no âmbito da educação especial, para que alunos cegos, surdos, com retardo mental,com paralisia cerebral, paraplégicos, autistas, multi deficientes, superdotados, dentre outros, possam atingir maior qualidade nos seus processos de aprendizagem e de exercício da cidadania.
Agora o que falta são as escolas públicas serem contempladas com tais tecnologia, pois tudo o que envolve novas tecnologia, há um investimento que infelizmente não tem acontecido para que as escolas públicas regulares ofereçam aos seu alunos especias ferramentas que facilitem seu aprendizado, além do falta de investimento nos aparelhos ainda tem os gastos com profissionais que auxiliem na manipulação das máquinas, ao pesquisar sobre tecnologia assistiva, pensei o quanto nossa sociedade avançaria se realmente houvesse investimento em tecnologia para a educação seja ela regular ou especial, mas a situação é muito mais delicada, mas nada melhor do que a mobilização social para que essas propostas possas ser postas em prática em toda rede de ensino contemplando aquele que faz parte da nossa sociedade e contribui para o crescimento desta.



  

Aula sobre o Gimp

Algo estranho?


A imagem acima  é de de uma fotografia minha manipulada, esta habilidade só foi possível com os avanços da tecnologia, numa aula sobre educação e tecnologia , discutimos sobre  imagens e suas representações e de como a tecnologia possibilita a alteração, manipulação de uma determinada imagem, seja ela em fotos ou vídeos. O engraçado é que isso vem acontecendo com frequência, o uso de recursos tais como photoshop, gimp e outros softwares de manipulação de imagem, tem sido indispensável na produção da mídia.
Estou estudando mais a respeito disto, pois cada dia que passa novas tendencia vão surgindo e agente não pode ficar para traz, pois o que está acontecendo é que para tudo hoje em dia, dependemos de recursos tecnológicos, e quanto mais eu aprendo, mais eu economizo, certas produções que antes tinha que pagar, agora sabendo utilizar o recursos de determinados aplicativos, eu mesmo faço, uma produção de vídeo, uma montagem para confecção de convites ,etc. Muito bom!!!

Recentemente bombou nas redes sociais fotos da cantora Preta Gil manipuladas por photoshop para uma campanha publicitária, alguns acharam um absurdo , outro engraçado, mas que o que chama a atenção mesmo é a falta de limites de quem produziu o trabalho ao exagerar nas manipulações fazendo com que a imagem da artista ficasse completamente longe do real.



Fundação e Espaço Cultural Pierre Verger


Fundação e Espaço Cultural Pierre Verger
       A Fundação Pierre Verger foi criada em 1988 por Pierre Verger com o objetivo de preservar e divulgar a obra do fotógrafo e destacar a importância das culturas africanas e afro-brasileiras. Situada na Ladeira da Vila América no Engenho Velho de Brotas, o espaço social oferece oportunidades para crianças, jovens e adultos de comunidades próximas à instituição, o local tem contribuído para a formação educacional e cultural, trazendo à comunidade diversas oficinas tais como, dança afro, teatro, violão, educação digital, e várias outras. O projeto conta com a colaboração de diversos profissionais alguns recebem uma ajuda de custo, e outros que se dedicam de forma voluntária. Para participar das oficinas, a fundação exige que o aluno esteja matriculado e estudando.
       A instituição conta com banheiros comuns, masculino e feminino e especial, copa e cozinha, salas dos cursos, como fotografia, educação digital etc. Um espaço cultural, onde acontecem as programações voltadas para cultura e arte africana, e recentemente uma horta esta sendo organizada por funcionários e alunos.
       A maioria dos alunos são estudantes de escolas públicas, e se encontram em situações de risco, em uma conversa com D. Cici, contadora de histórias africanas do espaço cultural, ela diz que muitos meninos e meninas pertencem às famílias desestruturadas, ou que vivem em situação financeira precária, e acrescenta outro problema, muitos acima de 9 anos de idade, mesmo matriculados na escola ainda não sabem ler. Mesmo com todos estes desafios a fundação Pierre Verger, tem aberto janelas na vida de muitas crianças e muitos adolescentes que tiveram as portas da sociedade fechada para elas. Muito inspiradora, D. Cici se encoraja a cada dia a continuar trabalhando para que todos os que frequentam o espaço, não permaneçam do mesmo jeito como entraram, ela muito emocionada diz: “ Já perdi muitos meninos para o tráfico, chorei muito, mas não desisto”.

  

Reportagem- Educação Inclusiva


Sociedade cada vez mais perto da inclusão, mas será que as escolas estão preparadas?

1.Vivian Rangel- Portadora de Síndrome de Down.      
4 anos de idade, estudante de escola regular.                                             

Durante muitos anos pessoas portadoras de necessidades especiais foram excluídas da sociedade, não frequentavam espaços sócio- culturais, muito menos uma escola. Hoje fala-se muito a respeito de inclusão social, e não se pode falar deste assunto sem levar em consideração o sistema regular de ensino, no qual busca inserir crianças, jovens e adultos com necessidades especiais num ambiente em que eles possam interagir com outras pessoas. A característica fundamental da educação inclusiva, segundo Ballard, é: a não discriminação das deficiências, cultura e do gênero. Claro que este pensamento cabe em qualquer situação em termos de inclusão social, mas Ballard ainda acrescenta: Todos os alunos têm o mesmo direito a ter acesso  a um currículo culturalmente valioso e em tempo completo, como membros de uma classe escolar e de acordo com sua idade.A educação inclusiva, ainda é um tema que vem sendo discutido por diversos seguimentos sociais e educacionais, mesmo pessoas com déficits de toda ordem, sejam elas consideradas graves ou não, permanentes ou temporárias, tem seus direitos assegurados por lei, e o direito a educação está incluída na constituição. A Legislação Brasileira ampara e resguarda esses cidadãos por meio de Leis, Decretos, Portarias, Resoluções etc. Bem como se encontra na Constituição Federal de 1988- Educação Especial no artigo 205 que diz: A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Em uma conversa com Maria do Carmo, mãe de Vivian Rangel, (Fig.1), Vê-se uma mãe satisfeita com ambiente escolar e com o desenvolvimento da filha, ela diz que sua filha interage bem com outras crianças, ela confia no ensino que é proposto na escola e não vê problemas em sua filha estudar em uma escola regular.

2.Vivian e  Kelle, colegas de turma.

Na escola Santa Bárbara onde Vívian estuda desde o ano passado, Deize a professora, explica que a pequena Vivi como é conhecida, responde bem as atividades propostas, não tem problemas de relacionamento com outros colegas, ao contrário,  ela tem facilidade para fazer amizade (Fig.2).A professora de Vívian procura realizar tarefas em sala de aula de acordo com as necessidades de cada criança, ela trabalha com uma turma onde a faixa etária é de 2 e 3 anos. Víviam tem acompanhamento psicopedagógico em outras instituições e acompanhamento da família, isso facilita o desenvolvimento da criança tanto na escola quanto na sociedade em geral, diz Rita Oliveira, professora de biologia, tia de um garoto autista de 9 anos que também estuda em uma escola particular regular.
Mas, ainda há quem lute para que educação inclusiva seja devidamente organizada e oferecida para todos de acordo com suas necessidades. Surdos de diversas regiões organizam um movimento em todo país por meio de encontros, caminhadas e redes sociais, se mobilizam para que haja implantação de escolas públicas bilíngues em todas as regiões do Brasil, para que surdos e filhos de surdos possam aprender sua língua materna, a LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) como sua primeira língua, como determina a lei 5016, instituída no dia 11 de janeiro de 2013, e assim tenham a garantia de aprender em sua língua materna.
         Anselmo Dias (Fig. 3), surdo, professor de LIBRAS, estudante de pedagogia na Faculdade Regional de Filosofia, Ciência e Letras de Candeias, diz que sempre foi muito difícil estudar em escolas regulares, diz ainda que para um surdo acompanhar uma aula é extremamente cansativo, mesmo com auxílio de intérprete na sala, pois a modalidade de ensino desde sempre foi proposta para uma cultura de ouvintes.

3.Anselmo Dias,surdo,29 anos,universitário.

Inclusão social é algo que ainda enfrenta muitos desafios, principalmente para uma sociedade que em geral, precisa ser reeducada e restruturada, e de fato, iniciativas educacionais  são imprescindíveis para o cumprimento desta etapa, preparando cidadãos para  o mercado de trabalho competitivo, estabelecendo assim, uma real condição de igualdade. A finalidade da educação inclusiva é trazer para o convívio social, práticas baseadas na valorização da diversidade humana, no respeito pela diferenças. Para que o mundo alcance o objetivo da rejeição zero, cabe a cada indivíduo rever seus  conceitos e analisar sua forma de agir e pensar em relação ao outro, e todos estes processos são resumidos em um    pensamento muito sábio de Paulo Freire, que diz: “Educação não transforma o mudo, educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”.
4.Encontros de surdos e intérpretes- Oficina de Cultura Surda.














Por Joseane Nascimento-Universidade  Federal da Bahia

Porque ser professor?!!!

Olá queridos.Quero compartilhar com vocês a minha sartisfação.Estou cada dia mais feliz com o curso de letras vernáculas, a cada aula,cada seminário que participo fico mais convicta da minha escolha. Infeliizmente a sociedade em geral não valoriza os professores, mas foi essa a profissão que escolhi.Passei uma parte da minha vida estudando em escola pública,tive época de boa e de má aluna,conheci ...pessoas que considerei colegas ,amigos e irmãos,e conheci principalmente a realidade de muitos professores, bons e outros nem tanto. Mas a interrogação que dormia e amanhecia comigo era: "Porque um professor não é um bom professor?" ,O que lhes causavam tanta insatisfação e desanimo nas salas de aula? cara será que eles não tomaram um bom café da manhã?Ou o remédio da enchaqueca não fez efeito?!!O que será...? Mas eu também ficava feliz, quando um professor chegava na sala todo animado contagiando os alunos,aqueles professores considerados amigo da galera,"O cara".O que os motivavam? Bem,vou contar uma breve historia. Quando eu passei no vestibular da UFBA precisei do meu histórico escolar pra fazer minha matricula,então fui até a escola onde terminei o primeiro grau,fuito bem recebida, meus antigos professores e a direção ficaram muito felizes em saber que uma aluna daquela escola passara no vestibular da Federal ,e então me perguntaram: Qual foi o curso minha filha? Eu prontamente respondi feliz: Letras Vernáculas.
Uma das professoras ficou indignada e disse: Mas Josi,tanto tempo estudando,tanto esforço minha filha, logo letras?!! Me diga, com péssimas condições de trabalho e um salário miserável,que graça tem em ser professor?!!
Então, lembrando-me da minhas interrogações em relação a vida de um professor eu respondi: Olhe pró,esta pergunta eu ainda não sei responder,só sendo professor pra saber.